quarta-feira, 21 de março de 2012

Ética e Religião - Por Kátia Cleone Neves.


A discussão entre os gregos antigos girava em torno da cosmologia, [1] era necessário produzir doutrinas práticas que orientassem o viver bem. Este viver bem era alcançado através da virtude e da harmonia em atitudes diárias com o próximo e com a natureza.

A harmonia com a natureza, não se resumia apenas a uma questão ecológica, mais a uma questão moral, pois eles acreditavam que existia uma lei moral no mundo, esta lei permitia ao homem viver e se realizar como ser humano racional, ou seja, viver de acordo com a sua natureza.

Destarte, a lei moral seria um aspecto da lei natural. As religiões antigas, assim como a religião grega era bastante naturalista, para estes povos os deuses eram personificações das forças naturais. Portanto, ser ético ou moral era viver e agir de forma a satisfazer os deuses, tais como: o raio, a força, a chuva, a terra, etc.

A religião judaica vem trazer uma mudança significativa nesta forma de compreender o mundo e se relacionar. Diferente da concepção grega, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, não se identifica com as forças da natureza, pois ele é um Deus Transcendente, estando acima de tudo o que há de natural.

Esta compreensão de um único Deus superior as forças naturais, traz uma mudança profunda em termos éticos e morais. De acordo com (VALLS, 1994, p.36).

Em termos éticos ou morais, isto tem uma consequência profunda: quando o homem se pergunta como deve agir, não pode mais satisfazer-se com a resposta que manda agir de acordo com a natureza, mas deve adotar uma nova posição que manda agir de acordo com a vontade do Deus pessoal.

Para agir de acordo com a vontade de Deus, se faz necessário conhecer a Deus e a sua vontade. Sendo Deus grande em misericórdia não deixou a humanidade sem este conhecimento, antes se revelou, de forma que todos possam conhecê-lo e se relacionar com ele de forma pessoal e amorosa.

Como seres humanos finitos, não poderíamos por nos mesmos conhecer a Deus que é infinito e transcendente, a não ser que Ele se revelasse a nós. Por seu infinito amor, Deus tornou possível o conhecimento da sua vontade para a humanidade. A princípio por meio de suas obras, isto é, a criação.


Os céus proclamam a glória de Deus; e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes, em toda a extensão da terra, e as suas palavras até ao fim do mundo (BÍBLIA, Salmos 19. 1-4).

Porém, na Palavra de Deus temos uma revelação muito maior e especial, sendo dupla esta revelação:

Ø  A Bíblia – a palavra escrita,

Ø  Cristo – a palavra viva (Jo 1.1).

Devido à queda do homem esta dupla revelação se tornou necessária. “A revelação especial era necessária porque a raça humana havia perdido o relacionamento de favor que, antes da queda, tinham com Deus” (ERICKSON, 2008, p.56).

Diferente então dos filósofos gregos, os hebreus, não partiram em busca do viver bem, como o objetivo final da existência humana. Os descendentes do patriarca Abraão, e herdeiros da aliança divina, procuravam viver e agir pautados no conhecimento de Deus e em suas instruções.

Estas instruções foram dadas por Deus ao seu povo, por intermédio de seu servo Moisés no Sinai, no decálogo encontramos as orientações para o viver diário, bem como para o relacionamento com Deus.

A revelação de Deus é voltada para a educação e o aperfeiçoamento do homem, diante disto podemos dizer que Ele é um Deus pedagógico, buscando no caminhar diário, ensinar e conduzir seus filhos a uma vida de plenitude, tanto terrena como eterna.

Na Bíblia encontram-se as orientações para uma vida de fé e de prática, a ortodoxia[2] e a ortopraxia[3] não se exclui, mas juntas representam a revelação de Deus para a humanidade.


Diante deste contexto podemos perceber a diferença basilar entre a ética filosófica e a ética cristã. Embora as duas se preocupem com assuntos morais, a metodologia utilizada pela visão filosófica é quase oposta a da ética cristã.

ÉTICA FILOSÓFICA E ÉTICA CRISTÃ

A ética filosófica busca a verdade e o bem pela razão, conforme os conceitos da época, por isto é mutável e relativa. Ela é descritiva e subjetiva.

A ética cristã não busca a verdade e o bem primeiramente pela razão, ela não exclui a razão, mas a leva cativa à obediência de Cristo. Ela é imutável e absoluta, com caráter objetivo e normativo.

ÉTICA FILOSÓFICA
ÉTICA CRISTÃ
Ciência dos costumes e hábitos
Revelação da vontade divina
Descritiva
Normativa
Relativa
Absoluta
Imanente
Transcendente
Situacionista
Direcionista
Subjetiva
Objetiva
Mutável
Imutável
   Quadro 1 – Fonte: REIFLER (2009. p.16).

A ética cristã vai além dos costumes, comportamentos ou atitudes, ela direciona o homem para viver de acordo com a vontade de Deus, e mostra o bem e o mal de acordo com o que está revelado nas Sagradas Escrituras. Contudo ela não é apenas lei, ou norma, ela é vida e evangelho.  Sua abordagem parte de uma visão teológica, cristã e evangélica.

Ø  Visão Teológica: Para se viver uma ética cristã é imprescindível conhecer a Deus. Todo o estudo do comportamento moral da humanidade parte e é determinado pelo conhecimento de Deus e de sua revelação registrada nas Sagradas Escrituras. É uma ética teocêntrica, e não antropocêntrica, isto é, o centro é Deus, não o homem.

Ø  Visão Cristã: Cristo é o centro, e o exemplo da ética cristã. Ela só é cristã, pois é condicionada a Cristo. Para se viver uma ética cristã, é preciso seguir os ensinamentos de Cristo, revelados nas Sagradas Escrituras.

Ø  Visão Evangélica: A ética cristã é evangélica, pois parte da reflexão do evangelho, ou seja, das boas novas encontradas na Palavra de Deus, estas boas novas são encontradas tanto no preâmbulo do decálogo como nas boas novas que Jesus Cristo pregou e viveu.


A ética cristã tem seu alicerce no conhecimento de Deus, por isso antes da ortopraxia é preciso conhecer a ortodoxia, pois é o conhecimento da verdade que leva o homem através da atuação do Espírito Santo, a uma ação correta. “O ser e o fazer estão implícitos no crer, bem como o verdadeiro crer influencia o ser e resulta no fazer” (REIFLER, 2009, p.32).

A estrutura basilar da ética cristã está em se conhecer a Deus e a sua vontade.






[1] Estudo filosófico do mundo.
[2] Ortodoxia – conjunto de doutrinas provindas da Bíblia, e tidas como verdadeiras de conformidade com os credos, concílios e convenções da igreja.
[3] Ortopraxia – Pureza da prática cristã – o agir correto.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Resgatando a arte perdida de fazer discipulos. Por Kátia Cleone Neves.

Todo princípio tem maior ou menor obscuridade com relação a sua aparência, mais nenhum momento na história foi tão obscuro como o início do cristianismo. Quem a não ser o próprio Jesus poderia vislumbrar as proporções gigantescas que seu exemplo de vida, sua mensagem, sua morte e ressurreição tomariam após sua ascensão? Quem poderia supor que aqueles humildes seguidores dariam continuidade a sua missão, negando-se a si mesmos, ao ponto de seguir seu Mestre até o vale de sombras e mortes?

Provavelmente ninguém! Mas o bondoso Jesus sabia que aqueles simples homens após a sua partida, estariam prontos para usar suas habilidades com competência, colocando em pratica tudo o que tinham visto e ouvido durante o pequeno período de três anos em que andaram com Ele.

Jesus Cristo esperava que seus amigos, seus escolhidos entendessem que quando Ele volta-se para junto de seu Pai, após concluir sua grande missão, não deveriam desanimar. Na verdade o anseio do amável coração de Jesus era que eles compreendessem que deveriam ser grandes protagonistas no mundo, deixar a marca permanente de seu Mestre na história, assumir o seu lugar e continuar com coragem a obra que Ele iniciará, em seu Nome, e com sua ajuda.

Jesus compreendia que eles enfrentariam grandes perseguições quando Ele volta-se ao lar celeste, por isso lhes fez uma promessa: [...] Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder [...] (Lc. 24.49b). Os discípulos obedeceram à ordem de Jesus e permaneceram unidos em oração no cenáculo até que no dia da festa de pentecostes, Jesus cumpriu sua promessa enviando do céu línguas de fogo sobre cada um, de sorte que todos foram cheios do poder de Deus e começaram a falar em novas línguas.

Desta forma nasceu a igreja, com a subida de Jesus aos céus e a descida do Espírito Santo a terra. Caracterizada pela íntima comunhão dos discípulos com Cristo e uns com os outros a igreja floresceu.

Os discípulos iam por todos os lugares pregando o evangelho de Jesus, espalhando seus ensinamentos, fazendo em seu nome muitos milagres e cumprindo assim sua ordem descrita em Mateus 28.19,20:

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.

A grande comissão de Jesus aos seus discípulos é profunda e abrangente, pois Ele não nos manda somente “ir” e ganhar almas para o seu reino, sua ordem vai mais além, “ir e ensinar”; portanto é fundamental acompanhar o processo de desenvolvimento e amadurecimento espiritual dos novos membros do reino de Deus, até que possam prosseguir firmes na jornada cristã. Sobre este assunto escreveu o pastor José Antônio de Bem (1999):

É quase um crime esforçar-se para ganhar um pecador para Jesus e depois abandoná-lo às aves de rapina, aos espinhos do caminho, sem a devida assistência.



Jesus sempre foi rodeado por uma grande multidão, as pessoas vinham de muitos lugares para velo, alguns por pura curiosidade, outros para serem curados, mais muitos vinham para ouvi-lo, pois tinham grande amor e devoção.

O Mestre mesmo amando a todos de igual forma, (prova disto é que deu a sua vida voluntariamente por todos) não dedicou seu tempo e suas energias integrais a multidão. Ele escolheu alguns homens tão sujeitos a temores como todos nós. Os doze escolhidos tinham medo, erravam, tinham desejos e ambições, problemas e pecados; mais foram lapidados por Jesus o Mestre por excelência, e se tornaram aptos a realizar a sua obra. Os discípulos não eram todos iguais, eram diferentes uns dos outros, porém todos eles com seus temperamentos, caráter e personalidades eram fundamentais na grande obra que Jesus os mandou realizar.

Ao fazermos esta observação, contida de forma clara nos evangelhos, podemos depreender que ao discipularmos não devemos selecionar os que têm temperamentos ou personalidades iguais as nossas, nem escolher os sábios, cordiais e mansos, ou ainda os de posição sócio-econômica estável. A semelhança de Cristo devemos aceitar alguns cabeças-duras como Pedro. É nosso dever acolher a todos os que realmente tem o desejo e a disposição de deixar o Espírito Santo moldar e operar o grande milagre de nos conformar a imagem e semelhança de Jesus Cristo.

Foi este um dos grandes milagres que o Mestre realizou. É quase inacreditável a transformação que ocorreu na vida dos doze. De homens humildes, acostumados à vida simples nas praias da Galiléia, e velos mais tarde falando até mesmo no respeitado e pomposo sinédrio de Jerusalém. Veja, por exemplo, a transformação ocorrida na vida do instável Pedro, fugindo e negando a Cristo, e depois cheio do Espírito Santo pregando para uma grande multidão com poder e autoridade, seguindo seu meigo Mestre até a morte. É sem duvida um grande milagre do discipulado que tiveram com Jesus.

O treinamento dos doze tinha dois propósitos: Torna-los úteis a Cristo, ajudando-o em sua missão, e continuar sua obra depois que Ele ascendesse ao céu. Os discípulos cumpriram ambos. Qual era sua missão, seu comissionamento? Conseguir convertidos? Novos membros para a igreja ou dizimistas? Não! Sua missão e a nossa hoje é fazer discípulos.

Todos nós podemos compartilhar com alguém o que temos aprendido com Cristo. Nossa vida deve ser um exemplo de maturidade espiritual para que as pessoas que nos cercam vejam a luz de Jesus fluindo através de nós, em nossos atos, palavras e atitudes no viver diário. Que nosso exemplo possa ser usado pelo Senhor para auxiliar no crescimento espiritual daqueles que desejam seguir a Cristo.




quarta-feira, 14 de março de 2012

Conhecer Jesus é tudo! Por Kátia Cleone Neves.

Escuridão, escuridão, escuridão.
Não existia uma só luz em meio a toda aquela imensidão.
Como vim parar aqui?Como cheguei a este lugar?
Minha mente começou a retroceder, e foi fazendo mentalmente todo o caminho de volta.
Parei estupefato a porta de entrada. Não pode ser!
Foi esta porta tão cheia de atrativos que me levou a escuridão?
Luzes coloridas, músicas, garotas, cervejas, fui caminhando bem devagar...
 Drogas, prostituição, inveja, mentira...
 O quadro todo foi mudando e de repente mergulhei na imensidão escura.
Preciso sair daqui, freneticamente como um louco procurei a saída, mas cada porta que eu abria era somente mais uma ilusão. Fiquei desesperado comecei a gritar: - Eu quero sair daqui, preciso de ajuda.       
Mais...  ninguém me ouvia.
Foi quando vi uma pequena luz brilhando lá longe.
Preciso alcançá-la, pensei. E no mesmo instante comecei a correr naquela direção.
Como era difícil o caminho, pedras, buracos, eu escorregava, caia, mas não parava, continuei correndo com medo que ela apaga-se.
Finalmente quase sem fôlego eu alcancei.
Mas... que decepção, era apenas um desses jovens fanáticos com a Bíblia na mão.
Quando eu ia virar as costas para voltar, minha mente estralou.
Se ele fosse tão insignificante teria brilhado com tanta intensidade?
Então parei e lhe perguntei: - Preciso sair deste lugar, aqui é muito escuro. Você tem a solução?
Ele olhou para mim com os olhos brilhantes e com um sorriso que iluminava ainda mais o seu semblante, estendeu calmamente o livro de capa preta e falou: - Eis aí a solução.
Nem mesmo agradeci, sentei-me ali mesmo no chão e comecei a ler rapidamente as páginas daquele livro. Quanto mais lia, mas maravilhado ficava, as trevas foram desaparecendo e de repente surgindo do nada, ouvi uma voz mansa e suave me dizer: - Eu sou Jesus não queres me conhecer ?
Prontamente respondi: - Sim Jesus.
Daquele momento em diante nunca mais fui o mesmo.
Ele mudou a minha vida.
Ele me deu uma paz que excede todo o entendimento.
Ele me deu alegria, me deu estabilidade quando tudo ao meu redor parece estar se desmoronando.
Conhecer Jesus é tudo...
Pois ele me deu vida;
Ele me ensinou o que realmente é viver!
     

terça-feira, 13 de março de 2012

De onde me virá o socorro? - Por Kátia Cleone Neves Machado.

Nos momentos difíceis de nossas vidas, quando tudo parece dar errado, nossa tendência é olhar para baixo. Nossa postura se modifica: encolhemos os ombros, baixamos a cabeça, e nossa visão se limita ao chão, à poeira, aos buracos do caminho.

O Salmo 121 nos diz que devemos erguer nossos olhos, por quê? Porque é lá de cima, do alto que vem o nosso socorro, a nossa ajuda, a nossa esperança. O salmista sabia em quem ele podia confiar, ele sabia que o Senhor não dorme nada está encoberto aos seus olhos ou longe da sua atenção.

Muito tempo se passou desde que o salmista escreveu estas palavras. Jesus Cristo veio ao mundo, se fez carne e habitou entre os homens, dando provas incontestáveis do seu poder, do seu cuidado, do seu imensurável amor. Este amor o levou a dar a sua própria vida em resgate de muitos. E foi assim que em uma sexta-feira Ele entregou sua vida, por mim, por você.

Jesus foi crucificado em uma cruz no alto de um monte. Na cruz com os braços abertos Ele demonstrou seu relacionamento de amor pessoal, que é tanto horizontal - com Deus, quanto vertical – com todos os homens.

Mas a história não acaba assim, não é triste o seu fim, a morte não o pode deter! Após três dias sepultado, num tumulo novo que não era o seu, Ele ressuscitou! Ascendeu vitorioso ao céu, e está assentado a direita do pai, intercedendo por nós. Seus ouvidos atentos ao nosso clamor e seus braços estendidos para nos abençoar.

Quando erguemos os olhos, tiramos nossa atenção do problema e colocamos Naquele que tem a solução. O escritor de Hebreus, no capitulo 12 e versículo dois, nos convoca a olhar para Jesus autor e consumador da nossa fé. Ao olhar para Jesus passamos a ter uma nova visão, uma nova esperança, encontramos em seu olhar coragem para lutar, pois Cristo está conosco e nada, nada mesmo, nenhum problema é maior do que o seu infinito poder.

A Bíblia é o manual de sobrevivência de todo cristão, seus conselhos são verdadeiras fontes de sabedoria, quando aplicamos seus ensinamentos a nossa vida, nos tornamos sábios e felizes.

E então? Não perca mais tempo sofrendo cabisbaixo, erga os seus olhos para o céu, olhe para cima, para o Senhor Jesus Cristo, pois é dele que vem a solução dos seus problemas. Confia no Senhor, sirva a Ele com um coração voluntário, e poderás cantar como o salmista: “Elevo os meus olhos para os montes de onde me virá o socorro?” ele sabia que o socorro vem do Senhor. E você?






Os amigos são instrumentos que Deus usa para cuidar de nós!




Hoje quero agradecer...
Agradecer a Deus por ter vocês, amigos.
As coisas acontecem de forma especial.
Alguns anos atrás a gente não se conhecia...
Porém, ao palmilhar um caminho em busca de um objetivo em comum, nos encontramos.

E assim por meio do nosso amor pela Teologia...
Fomos nos conhecendo, compartilhando.
Vocês entraram na minha vida sutilmente, e agora tomaram conta do meu coração.
Obrigado...
Vocês são mestres, e tenho crescido por meio deste contato com vocês.
Aprendo...
Com a forma como cada um se coloca diante das adversidades da vida;
Com o entusiasmo com que defendem um ponto de vista;
Com suas lutas;
Suas conquistas;
Suas lágrimas;
Seus sorrisos.
Suas vidas agregadas a minha me tornou uma pessoa mas completa.
E é por isso que eu tenho tanto orgulho de ter vocês como meus AMIGOS!!!

PAZ NO VALE - Por Kátia Cleone Neves Machado.

A paz que é produzida pela presença maravilhosa do Espírito Santo em nosso interior nos possibilita passar pelo vale e descansar. Como nosso Pai de amor, Deus deseja ver seus filhos se tornarem maduros e capazes, mas nada acontece por acaso, tudo é decorrente de um processo, de uma preparação.

Você já observou um pai ensinando seu pequenino filho a andar? Primeiro uns curtos passinhos de mãos dadas com o pai, depois o pai se coloca um pouquinho afastado, mas em alerta e prontidão, enquanto o filho tenta ganhar coragem para percorrer um pequeno percurso sozinho, até que finalmente percebe que não está só e percorre caminhos mais longos.

Nesse processo alguns tombos são inevitáveis, mas sabemos que mãos gentis estarão lá para nos levantar, é assim que crescemos, que amadurecemos, que ganhamos independência.

Na nossa vida espiritual não é diferente, vem as lutas, as provas, as adversidades da vida, porém não precisamos nos desesperar, não estamos sozinhos, temos um Pai amoroso.

Enquanto percorremos o sinuoso caminho rumo ao lar eterno, podemos acalentar o coração e confiantes prosseguir, nosso bondoso Pai Celeste está nos ensinando durante a jornada, nos preparando, nos modelando.

Muitas vezes devido aos diversos problemas que enfrentamos: enfermidades, dores, desemprego, a morte de um ente querido... nos sentimos solitários, mesmo em meio a tantas pessoas, podemos nos sentir sozinhos.

Mas, é nesses momentos de grandes desalentos e conflitos interiores que a atenção do Senhor está voltada para nós. Isaías, o profeta messiânico escreveu "E será aquele varão como um esconderijo contra o vento, e como um refúgio contra a tempestade, e como um ribeiro de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta" Is 32.2.

Essa maravilhosa profecia se cumpriu em Jesus, todos aqueles que estão em Cristo encontram a solução para os reveses da vida, pois ele é o nosso esconderijo, o nosso refúgio, nosso ribeiro de águas e nossa sombra em meio a este deserto que estamos atravessando.

Meu querido amigo...
Você não está só, o Pai amoroso está com você em cada passo desta jornada!
Descanse, deixe Ele trabalhar em sua vida, acalme o seus pensamentos e ouça a voz doce e suave do Espírito Santo a sussurrar: Meu filho eu estou aqui, e onde Eu estou existe paz, mesmo no Vale.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Para início de conversa...

Estamos vivendo um tempo em que os sociologos classificam como pós-modernidade. Neste contexto não existem valores absolutos, cada um faz o que achar melhor.

Ao percebermos este contexto onde impera o relativismo religioso, moral e ético surge a necessidade de refletirmos sobre a ética cristã. Onde ela se sustenta? Quais seus fundamentos? Eles podem efetivamente nortear a práxis cristã na contemporaneidade?

Todos os dias enfrentamos situações que nos obrigam a tomar decisões, percebemos então que as decisões que tomamos são importantes e significativas.

O ser humano sempre procurou responder as indagações que estão intimamente ligadas a moral e a ética.O que devemos fazer nesta situação? Como devemos agir? Qual a melhor maneira para vivermos?

Todas as buscas para procurar responder as inquietações do coração humano só têm uma razão, o homem foi criado por Deus e por isso deve viver seus dias na presença Dele. Deus tem preferências e ele pré-estabeleceu de que forma devemos viver. Isso implica em atitudes que devemos ter, e outras que devemos rejeitar.

De acordo com Grez (2006,p20) "Embora todos vivamos na presença de Deus, muitos desconhecem ou preferem ignorar esse fato". Pois se não existe um ser transcedente e imanente, Criador e sustentador de todas as coisas, então não existe alguém a quem precisamos prestar contas, logo o que importa é o aqui e agora.

Este é o pensamento basilar do relativismo contemporâneo, é o que sustenta a ausência de valores absolutos, outra caracteristica desta cosmovisão humanista é o hedonismo desenfreado, a busca frenética pelo prazer, por uma fruição pessoal que deve ser satisfeita imediatamente, independente do sentimento do outro, de conceito moral ou de valores éticos.

Diante deste contexto contemporâneo evidencia-se a importância de um posicionamento ético-cristão, suscitando uma reflexão dialética sobre qual deve ser o posicionamento do cristão e da igreja de Jesus Cristo na sociedade atual.

Este sem dúvida um grande desafio para nós cristãos, não podemos ficar estagnados vendo nossa sociedade ser destruída por uma cosmovisão destorcida.

Destarte, é imprescindível um retorno as Sagradas Escrituras, pois só assim poderá haver um soerguimento da cosmovisão-bíblico-cristã.

Sendo assim convido você para juntos refletirmos sobre nosso papel como sal da terra e luz do mundo, nesta sociedade onde estamos inseridos.